A passos de formiga

O Grêmio só não tá mais parado que o Papo de Guria Futebol Clube (que foi atualizado pela última vez há quase um mês). Mas, a passos de formiga, ambos vão tomando seus rumos.

Meu amado Tricolor conseguiu vencer o Atlético Goianiense por 2 a 0 - poderia ter sido de mais se o Jonas fosse um pouquinho mais efetivo, mas são só detalhes - e se distancia do Z-4. UFA! Eu estava realmente ficando apreensiva, ainda mais de ver - acreditem, pela primeira - A Batalha dos Aflitos com os Mosqueteiros há poucos dias. Oito pontos em 12 disputados? É talvez a gente conquiste uma vaga na Sul Americana... Mas estou até me contentando com isto depois de avistar a Série B... XÔ ZICA! 

Bom, e quanto ao blog, este deve conquistar ainda menos postagens a medida que o semestre avança. Não estou afim de narrar minha luta contra as 24 horas que passam rápido de mais todos os dias. Acreditem, não tem nada de interessante nisso.

Vou ficando por aqui... talvez em breve eu volte com uma notícia bem boa. Por enquanto, são apenas especulações e muita, muuuuita vontade de que aconteça.

Um texto que faz sentido

Recorte da capa do livro
Em meio às explicações sobre a essência da moral - textos da disciplina de Ética, do professor-gás Hélio, num momento de distração, olhei pra cima e avistei "O time dos sonhos". Resgatei o presente dado pelo Predo (sem erro de digitação), um dos "meus" mosqueteiros, da estante de livros e fiz algumas leituras. Não ao acaso.

A primeira delas, que tenho certeza ser a melhor, mesmo não ter finalizado o exemplar de cabo a rabo, é a contracapa. Não sei o nome da crônica, onde foi publicada, nem quando, porque não há referência. Mas não importa. Para além do primor e do encaixe perfeito das palavras de Luis Fernando Veríssimo, a verdade incondicional e irrefutável do futebol. A explicação perfeita para aqueles que não entendem o amor futebolístico e, principalmente, pelos clubes de futebol - uma dessas pessoas, o Predo.

Se tu não tem um amigo como o meu, que dá um presente até mesmo sem concordar ideologicamente com ele, por assim dizer, eu reproduzo o texto que mais fez sentido pra mim nos últimos tempos - porque o Grêmio tem me deixado pesarosa. Talvez melhore com a chegada do Renato Gaúcho-que-devo-chamar-de-Portuppi, pois aqui no Sul não tem significado chamá-lo de Gaúcho, conforme o Joelzinho, o segundo mosqueteiro, e o Nicolas Não-comeu-pizza-Fraga. E também dos dois novos "sons", o Gilson e o Vilson - porque já havia o Adilson, o Edilson, o Maylson, o Bergson e o Roberson. E com o Inter prestes a nos igualar com o bi da Libertadores... Pois, melhor deixar o Veríssimo falar.


“Só o futebol permite que você sinta aos 60 anos exatamente o que sentia aos 6. Todas as outras paixões infantis ou ficam sérias ou desaparecem, mas não há uma maneira adulta de ser apaixonado por futebol. Adulto seria largar a paixão e deixar para trás essas criancices: a devoção a um clube e às suas cores como se fosse a nossa outra nação, desconsolo ou a fúria assassina quando o time perde, a exultação guerreira com a vitória. Você pode racionalizar a paixão, e fazer teses sobre a bola, e observações sociológicas sobre a massa ou poesia sobre o passe, mas é sempre fingimento. É só camuflagem. Dentro do mais teórico e distante analista e do mais engravatado cartola aproveitador existe um guri pulando na arquibancada.” 

Ganhei o bolão e um baita plus no currículo

Eu e o Paul acertamos que a Fúria ganharia a Copa do Mundo 2010. A diferença é que perguntaram pro polvo dias antes da final. Enquanto eu chutei a Espanha um dia antes do Mundial começar. Eu e mais quatro jornalistas da Gazeta, assim, o prêmio de R$ 300 foi dividido. Mas tá bem bom.

Afinal, quando contei em quem havia apostado, lá no começo da Copa, ninguém me deu moral. O Messi continuava a ser apontado como craque, o Felipe Melo ainda não havia levado vermelho, a Alemanha somava cada vez mais gols e a Holanda era apenas uma zebra. Mas os resultados não foram como a maioria previa. Eu e o Paul fomos apenas uma marola (não fomos com a maré, entendeu a piadinha sem graça, né?) e nos demos bem.

O polvo tá se aposentando com 100% de aproveitamento e tá valendo uma bolada. Enquanto euzinha, saio da Copa da África, além de com R$ 50 a mais no bolso (já que o investimento foi de R$ 10), como ex-aprendiz e uma baita experiência no currículo. Hoje à noite vamos jantar no Quiosque, eu, os outros nove aprendizes, professores da Unisc e colegas da Rádio Gazeta, e saberemos quem será o grande campeão da disputa paralela. Mesmo sabendo que não serei campeã, pois sai na semi-final, já me considero uma.

Ossos do ofício

Vida de jornalista nem sempre é fácil. Têm coisas boas, como entrevistar músicos (como o Armandinho, ontem, ao vivo no Bailão da 101 e no camarim à noite), mas também têm algumas ruins. Tipo ontem, no show do Armandinho, quando tive que entrevistar o Bolívar, zagueiro do Inter.

O cara é amigo pessoal do cantor, que é colorado, foi visitá-lo no hotel estava no show ontem, no front vip da Inside, bem próximo de onde eu estava. Ainda por cima o Armandinho anunciou do palco a presença do jogador. Como que e não ia entrevistá-lo? Fiz o meu papel de jornalista (veja a matéria aqui).

Mas ainda bem que os gremistas (que, visivelmente, eram a maioria) fizeram o seu papel e vaiaram o anúncio - já que eu não pude, pois estava com o crachá do Gaz e ia ficar chato se ele visse né. Para amenizar o clima, o Armadinho tentou consertar: "ainda bem que o Bolívar pai é gremista, aí fica tudo bem", disse ele. Ainda bem. Homem bom esse.

Ps: reparem no meu sorriso amarelo, na foto.

Blogueira é matéria no jornal

Há! E não é que este blog foi o grande causador da minha pessoa ter sido matéria no jornal de hoje? Isso mesmo. Sabendo que escrevo sobre futebol aqui e, principalmente, pelo fato de eu ser "guria" que gosta do assunto, a Michelle Treichel me entrevistou e fez um texto bem legal sobre o meu interesse futebolístico que foi publicado na Gazeta do Sul.

Fora o fato de que não tenho batons na minha bolsa, o resto todo é bem como é. Gosto de futebol, tenho livros sobre o assunto na bolsa (inclusive um presente do grande amigo Pedro Garcia), tenho um blog criado na disciplina da faculdade, meu pai que despertou a paixão tricolor em mim, meu namorado estimulou meu interesse em estudar sobre esporte, faço parte do Aprendiz, quero fazer minha monografia no assunto... Bom, também não preciso dizer tudo. Se quiser, tu pode ler direto no site do jornal, por meio de pdf, ou na figura abaixo.


Mais uma notícia legal: hoje aconteceu o terceiro jogo do Brasil na Copa do Mundo. Consequentemente, minha terceira atuação no projeto Aprendiz na Copa (em breve coloco o áudio com momentos do jogo). A melhor parte, ainda, é que permaneço no projeto, pelo menos até a próxima segunda-feira, quando o Brasil joga contra o Chile. Hoje um integrante foi eliminado; nas oitavas-de-final mais dois; nas quartas mais dois; e nas semi mais dois. Não sei se chego lá (espero que sim, porque tô adoraaaando participar), mas de qualquer forma, a experiência já valeu. E muito.


A propósito, dá uma força e vota em mim no blog do Aprendiz na Copa? É só clicar em "Vanessa"  abaixo da pergunta de "Quem está batendo um bolão?". Obrigada :P

Muito forte; forte mesmo

Eu sou uma péssima bloggeira, eu sei. Já se passam quatro semanas desde que este blog foi atualizado. Para um bog, isso é quase um decreto de morte. Mas espero compreensão. Este último mês foi o mais intenso de todos os meses destes últimos sete semestres. Sem exageros!

Além das cinco disciplinas - quem incluem dois jornais Unicons, um projeto experimental entregue ontem, cuja banda é na quarta que vem e um documentário de rádio em fase de finalização -, mais aulas de inglês, mais projeto de pesquisa - cujas leituras tenho que colocar em dia ainda, se não a Fabi me chinga -, mais o trabalho no Gaz e, por último e nada menos importante, o Aprendiz na Copa - cujo último jogo antes da primeira eliminação acontece amanhã de manhã.

A propósito, em se tratando de papo de guria futebol clube, creio que futebol é o assunto que mais interessa quem lê este blog - se é quem leem, mas isso não faz muita diferença pra mim, gosto mesmo é de escreve (quando tenho tempo).

Assim, estou colocando os áudios dos dois últimos jogos da Seleção Brasileira, contra a retrancada Coreia do Norte e contra os elefantes da Costa do Marfim, com momentos em que executo narração, comentário, reportagem e plantão.

Explicando o título: eu já tenho um bordão. Ele nasceu da minha estreia como narradora, no jogo entre Grêmio e Atlético Mineiro. A defesa tava forte, muuuito forte. Forte mesmo. O pessoal riu da minha saída pela tangente, já que não me vinha mais nada para dizer. Então, adotei. Nos áudios abaixo deve ter, em algum momento, o meu bordão.



Muitos aprendizados com Juca Kfouri

A noite da última quinta-feira, dia 21, foi de aprendizados para mim enquanto jornalista. A vinda de um dos maiores nomes do jornalismo esportivo do país para Santa Cruz do Sul foi ainda mais do que esperava. O ápice da noite foram as duas coletivas de imprensa das quais pude participar. Mas não foi só isso.

Juca Kfouri veio à Unisc pariticipar do Diálogos Universitários, programa da Souza Cruz em parceria com a Empresa Jovem da Unisc, Unijr. O evento em si proporcionou a primeira das oportunidades da noite: escrever uma espécie de release sobre a palestra, com o qual estaria concorrendo com outros dois alunos, para ser publicado no site oficial do evento e, ainda, receber prêmio em dinheiro. Escrevi e ganhei. Que alegria! (Leia o texto aqui)

O ápice veio em seguida. Eu, como uma aprendiz da copa, pude participar da coletiva de imrpensa com o jornalista junto de outros meios de comunicação e, em seguida, eu e alguns dos outros aprendizes tivemos uma entrevista exclusiva com ele (foto). Na verdade foi quase uma conversa com o cara que não tem nada de mau humor, como muitos dizem e, sim, possui muita bagagem nas costas - já são sete Copas do Mundo e está rumo à oitava - e que não tem medo de dizer o que pensa e o que sabe, entendendo que este é o seu papel como jornalista.

O terceiro aprendizado foi a própria palestra, na qual fez todo um restrospecto sobre a cobertura das Copas do Mundo, seguindo a lógica da evolução tecnológica. Deu a sua opinião sobre a convocação do Dunga - ele levaria vários outros nomes e tiraria alguns da lista -, falou sobre como o futebol brasileiro é mal administrado pela CBF, afirmou que o Brasil não é o país do futebol, já que um quarto dos brasileiros não gosta do esporte, mas que é o país que mais se une em torno da Copa do Mundo, até quem não gosta do esporte. E por aí vai.

Disso tudo, da coletiva e da palestra, tive que fazer uma matéria de dois minutos para o Aprendiz na Copa, que será avaliada. Que desafio!

Deu pra ver o quanto pude me exercitar enquanto jornalista, né? Mas ainda tive meu momento de tiete e pedi para ele autografar o livro "11 gols de placa", que contem uma de suas grandes reportagens, sobre o escândalo da CBF com a Nike, publicado em 1999. (foto) E ainda dei uma de publicitária, entregando o jornal Unicom, feito por mim e pela turma de Produção em Mídia em Impressa, sobre o qual ele só fez elogios - leia o post no blog do Unicom sobre isso.

Uma noite e tanto, enfim.


Fotos são do Thiago Barbosa (Portal Gaz)

Legendas:
(1) Aprendizes: João Cléber, Diogo, Carola, Lucas, eu, Joana, Nikolas e Tiago.
(2) Coletiva de imprensa
(3) Juca autografando meu livro
(4) Aprendizes com o Juca Kfouri
(5) Juca Kfouri segurando o Unicom



Começa o desafio de ser uma aprendiz

Eu já havia contado que faço parte de um projeto entre a Unisc e a Rádio Gazeta Am. Pois ontem participei da primeira reunião com outros cinco "aprendizes da Copa". No total somos dez.  O resultado? Muito, mas muito frio na barriga. E o "frio" vem da mistura de diversos sentimentos: expectativa, medo, alegria, ansiedade, vontade. É um desafio e tanto.

Diferente de outros projetos da Unisc com o mercado dos quais já participei - como o Q? (Gazeta do Sul), Na Pilha (Folha do Mate) e Página 7 (Riovale) -, que havia uma seletiva apenas para entrar e depois trabalhávamos em equipe, o "Aprendiz na Copa" é uma competição. Haverão provas, eliminatórias e, por fim, um vencedor. Entendem, agora, o tal do "frio"?

A nossa primeira tarefa já foi anunciada: fazer uma matéria para o rádio, em dupla, de dois minutos, sobre a palestra do Juca Kfouri, que será amanhã à noite. A segunda etapa é uma das quatro aulas que teremos com o Leandro Siqueira, gerente de jornalismo da Rádio Gazeta, que acontece nesta sexta, dia 21, às 9h. Nestas oficinas preparatórias aprenderemos a exercer as funções de repórter, apresentador, narrador, comentarista e plantão, que depois serão exercidas por nós e julgadas.

Entenda o processo de eliminatória (crtl C+crtl V da matéria do Portal GAZ, da Jeniffer Gulart): "esta equipe fará a cobertura dos primeiros três jogos da seleção brasileira na Copa. A partir da fase classificatória, as oito melhores notas passam para o processo de eliminatória.  Até o final da Copa, em cada etapa serão eliminados dois participantes. Os alunos acompanharão os jogos e ainda irão compor o programa "Sala da Copa" transmitido pela Gazeta AM, após cada partida. Se a Seleção não avançar no torneio, outras partidas serão escolhidas para testar os candidatos. Conforme gerente da Rádio Gazeta Am, Leandro Siqueira, além do corpo de jurados, os alunos serão julgados pelo público em uma canal disponível pela rádio."

A Seleção de Dunga?

Todo mundo comenta (e critica) a Seleção convocada por Dunga para a Copa do Mundo da África anunciada na semana passada. Mas será que esta escalação foi feita por ele mesmo? Tenho cá minhas dúvidas.

E estes pontos de interrogação se multiplicaram depois da reportagem - excelente, por sinal - do repórter Felipe Zylbersztajn, para a Revista Poder, sobre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Hoje, ao procurar conteúdo para o meu post no blog do Na Pilha - caderno jovem do jornal Folha do Mate, para o qual eu e mais alguns colegas da Comunicação estamos preparando um evento e participando de edições do caderno, eu como diagramadora - achei uma charge do Maurício Ricardo, para o site Charges, que fomenta a pergunta: a Seleção Brasileira foi mesmo escolhida pelo Dunga? Ou outro Ricardo, o Teixeira, tem (grande) participação nisso?

Uma imagem fala mais do que mil palavras

Não concordo sempre com esta máxima, mas neste caso, sim. O Grêmio venceu o Santos de virada, ontem, no Olímpico, por 4 a 3. Os Meninos da Vila bailaram em campo, é verdade. Mas não conseguiram segurar os guris da Azenha. Não sou contra as danças comemorativas dos gols, muito pelo contrário. Acho válido. Divertido. Mas que fez mais coreografias ontem foram os "Jonas Borges". Ganso e cia dançaram de outra forma.

Montagem "roubada" do Blog do Juca Kfouri.

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