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Fale o que quiser. É a torcida mais linda do mundo. E "Pingos de amor" é uma das minhas músicas preferidas dentro do Olímpico. É um espetáculo visual.

História do jornalismo esportivo, ahn? Onde?

Alguém já tentou pesquisar sobre a história do jornalismo esportivo? Ou algum livro realmente científico sobre o tema? Sim, há muita informação disponível, principalmente livros-reportagem contando histórias e bastidores ligados à área que enriquecem - e muito - o trabalho de jovens repórteres.

No entanto, no desenvolvimento de um levantamento bibliográfico, me faltou embasamento. Vou te dizer que encontrei apenas um livro realmente científico. "A história do Lance!", de Maurício Stycer. Por mais focado no jornal, a parte introdutória da obra é muito rica. Tem também o livro do PVC, "Jornalismo esportivo", que tem bastante informação, mas perde quando a subjetividade se confunde com os fatos.

Mas por que os livros científicos e teóricos da área são raros? Cheguei a uma conclusão pouco científica pra essa constatação, baseada apenas no meu achismo sobre a coisa. A editoria de esportes é movida pela paixão e encarada por muitos como entretenimento. Quem trabalha com jornalismo esportivo está mais preocupado em dar o resultado do jogo e criticar fulano de tal do que estudar o universo que abrange essa área. As pessoas não se importam em entender o que estão fazendo, por que e como poderia ser melhor. Não. Elas simplesmente fazem.

E isso é comum no mercado. Não me excluo disso. Quando começamos a trabalhar - e eu ainda não incursionei no jornalismo esportivo, faço de tudo um pouco menos esportes no Gaz -, nos empolgamos com as pautas, em cumprir as metas do dia e esquecemos de pensar o que estamos fazendo.

Bom, esse texto é mais um desabafo - porque penei em escrever o primeiro capítulo da minha monografia, que inclui o histórico do jornalismo esportivo no Brasil - mas é também uma justificativa pra minha pesquisa. No fim das contas, perceber que estou estudando é pouco estudado (com o perdão da redundância) transforma o meu estudo em algo singular, original, único. E isso é bom. Dá pra dizer que tenho um pênalti a meu favor antes mesmo do apito inicial do juiz. 



DICA DE LIVROS:

 
STYCER, Maurício. A história do Lance!, de Mauricio Stycer, São paulo: Alameda Editorial, 2009. 320 p 


 
COELHO, Paulo Vinícius. Jornalismo esportivo. São Paulo: Contexto, 2004.

Monografando sobre jornalismo esportivo

Na última semana, pessoas com vínculos diferentes citaram o Papo de Guria FC por motivos diversos. Opa, peraí. Será que tá na hora de retomar minha função de blogueira? Mas eu não tenho tempo! (sim, essa é uma discussão que já fiz diversas vezes comigo mesma). Tá, mas tu não tá fazendo uma monografia sobre jornalismo esportivo? Sim, estou - responde o lado que insiste em deixar o blog pra depois. Então porque tu não utiliza desse teu estudo pra atualizar o blog? BINGO!

Então, cá estou. Monografando (adoro esse verbo inexistente) e blogando sobre o que venho estudando nas manhãs extra-Portal Gaz e na noite extra-aula. Pra que entendam um pouco, o tema básico da minha dissertação de final de curso é: como se dá a utilização de recursos literários pelo jornalismo esportivo. Como objeto de estudo, as reportagens do David Coimbra publicadas no Jornal da Copa, de Zero Hora, em 2010. Nas próximas postagens eu explico melhor.

Só preciso deixar uma coisa clara, caros leitores (imaginários, eu sei), o blog é mais extra do que qualquer coisa. Entendam, por mais que tenham publicidades do Google Adsense espalhados pelo Papo de Guria FC, ele não dá dinheiro (em parte porque vocês não clicam nos anúncios). Preciso pagar os chopes do finde e me formar no dia 20 de agosto antes de qualquer coisa, ok?

Mas sintam-se convidados a passar por aqui quando quiserem. Prometo me esforçar pra postar. E fique à vontade para comentar o que bem entender também. Com certeza será um papo muito mais legal se mais de uma pessoa falar ;P

#VaiNessa: Futebol nao é futebol em todo lugar


*Texto feito originalmente para o Blog do Q?

Começando pelo nome, o jogo de equipe mais popular do mundo não é igual em todo lugar. Soccer (em inglês), fuβball (alemão), zúqiú (chinês), fodbold (dinamarquês), fútbol (espanhol), football (francês), calcio (italiano) e sakkā (japonês), são alguns exemplos. Em Portugal, entretanto, o nome é igual: futebol. Mas e daí? Nem por isso é igual, as gírias futebolísticas não são as mesmas.

Comprei o jornal português A Bola e comecei a ler as notícias sentada em um café no centro de Abrantes. Eis que algumas coisas começaram a não fazer sentido. Chamei o meu amigo abrantino Mike e disparei perguntas. Foi então que descobri as inúmeras diferenças embora o idioma seja o mesmo.

Demos boas risadas um do outro comentando as expressões usadas entre as quatro linhadas do campo - opa! mas campo não é campo pra eles, é "relvado" - nos dois países.

Então, preparei uma listinha com o que achei de mais interessante. Do lado esquerdo, a palavra em português do Brasil, no direito, a de Portugal.

Nomes das posições:
Goleiro = guarda-redes
Zagueiro = defesa central
Lateral = defesa-lateral
Volante = trinco
Meia = médio ou centrocampista
Alas = alas, médio-ala, extremo
Centroavante = avançado centro

Palavras e expressões futebolísticas:

Canhoto = esquerdino
Gol = golo
Temporada = época
Equipe = equipa
Uniforme = equipamento
Bandeirinha = fiscal de linha
Reserva = suplente
Arquibancada = bancada
Vestiário = balneário
Escanteio = canto
Tiro de meta = livre direto
Impedimento = fora de jogo
Embaixadinha = toques
Janelinha/caneta = cueca

Aproveito pra comentar que os principais times de Portugal são o Benfica (sede em Lisboa), o Sporting (Lisboa) e o Porto (Porto). Durante a minha estadia no país, só consegui visitar um dos estádios, que foi o Estádio da Luz, do Benfica, também conhecido como A Catedral.

A passos de formiga

O Grêmio só não tá mais parado que o Papo de Guria Futebol Clube (que foi atualizado pela última vez há quase um mês). Mas, a passos de formiga, ambos vão tomando seus rumos.

Meu amado Tricolor conseguiu vencer o Atlético Goianiense por 2 a 0 - poderia ter sido de mais se o Jonas fosse um pouquinho mais efetivo, mas são só detalhes - e se distancia do Z-4. UFA! Eu estava realmente ficando apreensiva, ainda mais de ver - acreditem, pela primeira - A Batalha dos Aflitos com os Mosqueteiros há poucos dias. Oito pontos em 12 disputados? É talvez a gente conquiste uma vaga na Sul Americana... Mas estou até me contentando com isto depois de avistar a Série B... XÔ ZICA! 

Bom, e quanto ao blog, este deve conquistar ainda menos postagens a medida que o semestre avança. Não estou afim de narrar minha luta contra as 24 horas que passam rápido de mais todos os dias. Acreditem, não tem nada de interessante nisso.

Vou ficando por aqui... talvez em breve eu volte com uma notícia bem boa. Por enquanto, são apenas especulações e muita, muuuuita vontade de que aconteça.

Um texto que faz sentido

Recorte da capa do livro
Em meio às explicações sobre a essência da moral - textos da disciplina de Ética, do professor-gás Hélio, num momento de distração, olhei pra cima e avistei "O time dos sonhos". Resgatei o presente dado pelo Predo (sem erro de digitação), um dos "meus" mosqueteiros, da estante de livros e fiz algumas leituras. Não ao acaso.

A primeira delas, que tenho certeza ser a melhor, mesmo não ter finalizado o exemplar de cabo a rabo, é a contracapa. Não sei o nome da crônica, onde foi publicada, nem quando, porque não há referência. Mas não importa. Para além do primor e do encaixe perfeito das palavras de Luis Fernando Veríssimo, a verdade incondicional e irrefutável do futebol. A explicação perfeita para aqueles que não entendem o amor futebolístico e, principalmente, pelos clubes de futebol - uma dessas pessoas, o Predo.

Se tu não tem um amigo como o meu, que dá um presente até mesmo sem concordar ideologicamente com ele, por assim dizer, eu reproduzo o texto que mais fez sentido pra mim nos últimos tempos - porque o Grêmio tem me deixado pesarosa. Talvez melhore com a chegada do Renato Gaúcho-que-devo-chamar-de-Portuppi, pois aqui no Sul não tem significado chamá-lo de Gaúcho, conforme o Joelzinho, o segundo mosqueteiro, e o Nicolas Não-comeu-pizza-Fraga. E também dos dois novos "sons", o Gilson e o Vilson - porque já havia o Adilson, o Edilson, o Maylson, o Bergson e o Roberson. E com o Inter prestes a nos igualar com o bi da Libertadores... Pois, melhor deixar o Veríssimo falar.


“Só o futebol permite que você sinta aos 60 anos exatamente o que sentia aos 6. Todas as outras paixões infantis ou ficam sérias ou desaparecem, mas não há uma maneira adulta de ser apaixonado por futebol. Adulto seria largar a paixão e deixar para trás essas criancices: a devoção a um clube e às suas cores como se fosse a nossa outra nação, desconsolo ou a fúria assassina quando o time perde, a exultação guerreira com a vitória. Você pode racionalizar a paixão, e fazer teses sobre a bola, e observações sociológicas sobre a massa ou poesia sobre o passe, mas é sempre fingimento. É só camuflagem. Dentro do mais teórico e distante analista e do mais engravatado cartola aproveitador existe um guri pulando na arquibancada.” 

Ganhei o bolão e um baita plus no currículo

Eu e o Paul acertamos que a Fúria ganharia a Copa do Mundo 2010. A diferença é que perguntaram pro polvo dias antes da final. Enquanto eu chutei a Espanha um dia antes do Mundial começar. Eu e mais quatro jornalistas da Gazeta, assim, o prêmio de R$ 300 foi dividido. Mas tá bem bom.

Afinal, quando contei em quem havia apostado, lá no começo da Copa, ninguém me deu moral. O Messi continuava a ser apontado como craque, o Felipe Melo ainda não havia levado vermelho, a Alemanha somava cada vez mais gols e a Holanda era apenas uma zebra. Mas os resultados não foram como a maioria previa. Eu e o Paul fomos apenas uma marola (não fomos com a maré, entendeu a piadinha sem graça, né?) e nos demos bem.

O polvo tá se aposentando com 100% de aproveitamento e tá valendo uma bolada. Enquanto euzinha, saio da Copa da África, além de com R$ 50 a mais no bolso (já que o investimento foi de R$ 10), como ex-aprendiz e uma baita experiência no currículo. Hoje à noite vamos jantar no Quiosque, eu, os outros nove aprendizes, professores da Unisc e colegas da Rádio Gazeta, e saberemos quem será o grande campeão da disputa paralela. Mesmo sabendo que não serei campeã, pois sai na semi-final, já me considero uma.

Ossos do ofício

Vida de jornalista nem sempre é fácil. Têm coisas boas, como entrevistar músicos (como o Armandinho, ontem, ao vivo no Bailão da 101 e no camarim à noite), mas também têm algumas ruins. Tipo ontem, no show do Armandinho, quando tive que entrevistar o Bolívar, zagueiro do Inter.

O cara é amigo pessoal do cantor, que é colorado, foi visitá-lo no hotel estava no show ontem, no front vip da Inside, bem próximo de onde eu estava. Ainda por cima o Armandinho anunciou do palco a presença do jogador. Como que e não ia entrevistá-lo? Fiz o meu papel de jornalista (veja a matéria aqui).

Mas ainda bem que os gremistas (que, visivelmente, eram a maioria) fizeram o seu papel e vaiaram o anúncio - já que eu não pude, pois estava com o crachá do Gaz e ia ficar chato se ele visse né. Para amenizar o clima, o Armadinho tentou consertar: "ainda bem que o Bolívar pai é gremista, aí fica tudo bem", disse ele. Ainda bem. Homem bom esse.

Ps: reparem no meu sorriso amarelo, na foto.

Blogueira é matéria no jornal

Há! E não é que este blog foi o grande causador da minha pessoa ter sido matéria no jornal de hoje? Isso mesmo. Sabendo que escrevo sobre futebol aqui e, principalmente, pelo fato de eu ser "guria" que gosta do assunto, a Michelle Treichel me entrevistou e fez um texto bem legal sobre o meu interesse futebolístico que foi publicado na Gazeta do Sul.

Fora o fato de que não tenho batons na minha bolsa, o resto todo é bem como é. Gosto de futebol, tenho livros sobre o assunto na bolsa (inclusive um presente do grande amigo Pedro Garcia), tenho um blog criado na disciplina da faculdade, meu pai que despertou a paixão tricolor em mim, meu namorado estimulou meu interesse em estudar sobre esporte, faço parte do Aprendiz, quero fazer minha monografia no assunto... Bom, também não preciso dizer tudo. Se quiser, tu pode ler direto no site do jornal, por meio de pdf, ou na figura abaixo.


Mais uma notícia legal: hoje aconteceu o terceiro jogo do Brasil na Copa do Mundo. Consequentemente, minha terceira atuação no projeto Aprendiz na Copa (em breve coloco o áudio com momentos do jogo). A melhor parte, ainda, é que permaneço no projeto, pelo menos até a próxima segunda-feira, quando o Brasil joga contra o Chile. Hoje um integrante foi eliminado; nas oitavas-de-final mais dois; nas quartas mais dois; e nas semi mais dois. Não sei se chego lá (espero que sim, porque tô adoraaaando participar), mas de qualquer forma, a experiência já valeu. E muito.


A propósito, dá uma força e vota em mim no blog do Aprendiz na Copa? É só clicar em "Vanessa"  abaixo da pergunta de "Quem está batendo um bolão?". Obrigada :P

Muito forte; forte mesmo

Eu sou uma péssima bloggeira, eu sei. Já se passam quatro semanas desde que este blog foi atualizado. Para um bog, isso é quase um decreto de morte. Mas espero compreensão. Este último mês foi o mais intenso de todos os meses destes últimos sete semestres. Sem exageros!

Além das cinco disciplinas - quem incluem dois jornais Unicons, um projeto experimental entregue ontem, cuja banda é na quarta que vem e um documentário de rádio em fase de finalização -, mais aulas de inglês, mais projeto de pesquisa - cujas leituras tenho que colocar em dia ainda, se não a Fabi me chinga -, mais o trabalho no Gaz e, por último e nada menos importante, o Aprendiz na Copa - cujo último jogo antes da primeira eliminação acontece amanhã de manhã.

A propósito, em se tratando de papo de guria futebol clube, creio que futebol é o assunto que mais interessa quem lê este blog - se é quem leem, mas isso não faz muita diferença pra mim, gosto mesmo é de escreve (quando tenho tempo).

Assim, estou colocando os áudios dos dois últimos jogos da Seleção Brasileira, contra a retrancada Coreia do Norte e contra os elefantes da Costa do Marfim, com momentos em que executo narração, comentário, reportagem e plantão.

Explicando o título: eu já tenho um bordão. Ele nasceu da minha estreia como narradora, no jogo entre Grêmio e Atlético Mineiro. A defesa tava forte, muuuito forte. Forte mesmo. O pessoal riu da minha saída pela tangente, já que não me vinha mais nada para dizer. Então, adotei. Nos áudios abaixo deve ter, em algum momento, o meu bordão.



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