Inter pega "reba" do Grêmio

Reba, pra quem não sabe, era como chamávamos, eu e meu colegas no Mauá, o "resto", a "sobra". Se uma guria fica com um guri que outra não quis, a segunda estaria pegando a "reba" da primeira. Entende? Se sim, vocês entendem que o Internacional pegou a reba do Grêmio no que diz respeito à Musa do Gaúchão 2010.

Ana Paula Consorte dos Santos, de 18 anos ficou em segundo lugar na votação para ser representante do Tricolor este ano. Aline de Oliveira Machado, 21 anos, foi anunciada como Musa do Grêmio em 14 de abril. Oito dias depois, o Colorado ancuncia sua representante. Adivenhem quem? A sobra. A mesma Ana Paula desclassificada pelo adversário.

Dúvida? Olha a página do Grêmio e depois o site do Inter, no qual a loira diz ser torcedora do clube do Beira-Rio. É que o Inter gosta de ser o segundo, não tem jeito.

Os melhores do Gauchão em votação

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) está promovendo, em seu site oficial, a votação para eleger os melhores do Campeonato Gaúcho 2010. A novidade deste ano é que o torcedor pode votar pela internet e escolher o seu jogador preferido. Além dos atletas, também serão escolhidos os melhores dirigentes, árbitros e técnicos.

A escolha dos três melhores de cada posição foram eleitos por jornalistas dos principais veículos de comunicação do Estado, mas a decisão final é dos internautas.

Se fosse um Grenal, o Grêmio sairia na frente. O Tricolor tem nove jogadores concorrendo: Victor, Edílson, Mário Fernandes, Adilson, Maylson, Rodrigo, Douglas, Borges e Jonas, além do técnico Silas. Jonas e Mário ainda concorrem ao troféu de melhor jogador do campeonato e Maylson e Mário ao de jogador revelação. O Inter tem apenas seis jogadores na disputa: Nei, Kléber, Sandro Guiñazu, Giuliano e Alecsandro. Nas categorias técnico, revelação, melhor jogador e direção não tem nenhum represante.

Eu votei nos que considero melhores (veja na figura), nada muito imparcial, diga-se de passagem. E também pelo que acompanhei do Gaúchão, que foi pouco fora os jogos do Grêmio. Quem quiser votar, acesse a enquete no site da FGF.

O resultado da votação e a premiação ocorrem no dia 3 de maio.

Uma ótima opurtunidade!

Bom, se ela só é ótima pra mim e não pra você que esá lendo, pode ser. Mas ainda assim, ela continua valendo pelo tema do blog. A oportunidade é de exercer radiojornalismo esportivo. Ou seja, colocar na prática - e no ar - o que nós aprendemos em sala de aula  (nós os alunos de Comunicação Social da Unisc) com um ótimo tema: esporte.

O programa, uma parceria entre a Coordenação do curso e a Rádio Gazeta AM, se chama Aprendiz na Copa e "nós" podemos nos isncrever até o dia quatro de maio entregando um CD com uma série de quesitos que podem ser vistos no cartaz de divulgação ao lado.

Antes que me perguntem se eu vou me inscrever, digo que sim. Apesar do rádio como mídia para trabalhar não ser bem a minha praia, mais por achar que não levo jeito do que por não gostar, vou tentar. Afinal, antes de tudo, é uma ótima oportunidade.

Meu primeiro álbum de figurinhas

Quando eu exclamei a frase do título assim que chegou encartado na Zero Hora dominical o álbum de figurinhas oficial do Mundial da África do Sul, minha mãe disse: "É meu gurizinho mesmo..."

Mas nem isso foi capaz de conter a minha emoção. Na segunda-feira, assim que consegui tirar o meu corpo gripado da cama, corri em direção à ZH e peguei as quatro figurinhas que vieram gratuitamente - tirando as outras quatro do Ourocard, mas não conta. Recortei uma por uma - eu não sabia que elas não vinham descartadas - e colei nos seus respectivos números. Fernando Torres (ESP), Steven Gerrard (ENG), Aaron Lennos (ENG) e Hugo Lloris (FRA) sorriram pra mim.

Agora, pois, sou oficialmente uma colecionadora. Em breve pretendo passar na banca mais próxima e adqurir mais alguns. Meu querido namorado não deu bola para o seu álbum e já me prometeu as quatro figuras dele. Se alguém mais aí quiser doar ou então trocar, fico (mega) feliz em saber.

Pra provar que não sou eu a única empolgada com as figurinhas, um post do Patti, jornalista da ESPN.

Jogadores beijoqueiros

Hoje, 13 de abril, comemora-se o dia do beijo. Apesar de achar esta data um tanto quanto sem sentido, afinal, não é comercial - ao menos acho que não é comum vender bitocas -, nem tampouco comemorativa. No entanto, porque não aproveitar a oportunidade e relembrar os beijoqueiros dentro das quatro linhas?


O último caso de que me lembro é um beijo entre adversários. Willians, do Flamengo, depois de cometer falta em Philippe Coutinho, pela Taça Rio desse ano, tascou um beijo na bochecha do vascaíno. A namorada de Willians ficou até com ciúmes...


Beijo: Wllians em Phillipe Coutinho


Aqui no Brasil, até árbrito já enfrentou a fúria dos beijoqueiros dentro de campo. Em 2007, de novo numa disputa da Taça Rio, desta vez na final, o zagueiro do Cabofriense Cléberson, após fazer falta no Botafogo e perceber que o juíz se aproximava para lhe punir, não pensou duas vezes: deu um beijo no rosto do árbitro Ubarici Damásio. A recíproca não foi tão boa: um cartão amarelo.


Beijo: Cléberson no árbrito Ubarici Damásio


Na Inglaterra, os jogadores também adotam o beijo como espécie de descarrego. Um dia depois de acertar um soco em um colega de Newcastle, o atacante Andy Carroll fez o gol da vitória do seu time sobre o Doncaster, em jogo válido pela Segundona do Campeonato Inglês e, na comemoração, o meia Kevin Nolan deu praticamente um beijo na boca do “brigão”.


Beijo: Kevin em Andy

Há muitas outras cenas de bitocas no mundo futebol, mas não há tempo para contar todas. Confira algumas fotos - certas até bem calientes - e me diga: beijos, seja qual fora a finalidade, são formas válidas dentro de campo?



Meu novo desejo: "11 gols de placa"


Há algumas horas encomendei pela livraria da Unisc, onde tenho direito a um livro por mês por conta do meu dindo querido, meu novo desejo que une minha profissão, jornalismo e, por enquanto, meu hobby, futebol.

11 Gols de Placa: uma Seleção de Grandes Reportagens sobre o Nosso Futebol foi lançado em março e é organizado pelo jornalista e historiador Fernando Molica. O volume reúne 11 reportagens investigativas sobre o mundo e submundo do futebol. Tomei conhecimento da obra no blog do David Coimbra e fui atrás para saber do que se tratava. E adorei.

Em entrevista à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), da quel é ex-diretor, Molica diz que quando começou a escrever o livro, se lembrou de "que nunca tinha visto na faculdade reportagens importantíssimas do jornalismo brasileiro. A idéia da coleção é resgatar esses trabalhos”.

A quem não se convenceu da importância do livro, no site da Associação encontrei uma boa justificativa: "Além de trazer um tema que está em voga com a proximidade da Copa do Mundo, a escolha de futebol como assunto para o terceiro volume da série serve para mostrar que o jornalismo investigativo não precisa se restringir a temas como política ou direitos humanos. 'É possível fazer jornalismo investigativo em qualquer área. Tem havido um aumento nas reportagens esportivas com teor investigativo, e o livro é uma forma de reconhecer isso', diz Molica"

Na sinopse da obra, ainda descobri que há textos de making of de Marcos Penido, João Máximo, André Rizek, Juca Kfouri, entre outras feras do jornalismo esportivo. Uma das reportagens é do jornalista da Zero Hora, e que palestrou na Unisc no ano passado, Diogo Olivier, intitulada “Desemprego Futebol Clube”.

Agora, espero anciosa pelo comunicado da livraria: seu livro está à disposição.

Gauchão nos extremos (2)


Foto: Diego Vara / ClicEsportes

Ontem escrevi um post dizendo que o Gachão estava sendo defendido na disputa de pênaltis, caso dos três primeiros jogos das quartas-de-final. E não é que o último embate também foi extremado?

Grêmio versus Pelotas não chegou aos pênaltis, mas foi decidido com duas cobranças de penalidades máximas e com um Tricolor de 10 jogadores em campo. O primero gol do jogo - e único do Grêmio -, feito por Maylson aos 47min do 1o tempo, foi o único "normal". Os outros dois do Pelotas foram feitos de pênalti por Thiago Duarte, aos 21 e aos 33min do 2º tempo. O dono da casa ainda perdeu Leandro, expulso ao chutar o assitente.

Pois bem. O Grêmio não só está fora das semi-finais da Taça Fábio Koff e forçou um confronto para a decisão do Gauchão, como perdeu sua invencibilidade no Olímpico, parou nos 51 jogos invicto. E, ainda, interrompeu sua série de vitórias consecutivas no número 15.

Depois dessa partida mal jogada e dessa interrupção de recordes, só me resta torcer para que o time não se perca, ache que os números anteriores eram falsos. Porque não eram. O Grêmio tem um bom time e está jogando um ótimo futebol. Espero que não comecem as "frescurinhas"...

Gauchão nos extremos


Será que os times gaúchos estão em condição semelhantes? Creio que não. Mas o que, então, está levando o três dos quatro jogos das quartas-de-final do Gaúchão (Grêmio X Pelotas está ocorrendo agora) para a decisão nos pênaltis?

Entre os times que sofreram ontem para seguir adiante no Estadual estava o Internacional, que ganhou do Noia, e o Caxias, campeão do Interior por antecipação este ano e que caiu fora ao perder para o Ypiranga. Hoje, o São José ganhou nos pênaltis do Inter-SM.

Creio que falta futebol.

Dourado, um único defeito

Homofóbico, machista, grosso. Nenhum dessde adjetivos considero como defeitos de Marcelo Dourado, vencedor do prêmio de 1,5 milhão de reais do BBB10. Não porque sejam qualidades, mas porque não acredito que ele os seja integralmente. Mas colorado... essse sim, é um defeito difícil de engolir.


Na foto acima, tirada logo após a vitória, Dourado veste uma camiseta do Inter doada pelo zagueiro santa-cruzense Bolívar que foi levada por um parente ao estúdio do BBB. (Foto: AgNews)

Com este mídia espontânea a seu favor, o Internacional vai mesmo é aprveitar. O clube já afirmou: só está à espera dos compromissos do gaúcho com a Globo findarem - como a ida ao Faustão no próximo domingo, que o impede de ir ao jogo contra o Universidade -, para trazer o famoso torcedor para os eventos do clube e promover-lhe uma homagem. Um deles seria o desfile no Donna Fashion, no próximo dia 10.

RTs para Armando Nogueira

Com um dia de atraso, é verdade, mas cá estou para falar da morte de um grande jornalista do nosso país: Armando Nogueira. Confesso que não tinha conhecimentos profundos dos feitos deste cara. O conhecia, claro. Mas, desde ontem, ao ler homenagens e reportagens sobre ele, me apaixonei por sua escrita e seu amor ao futebol.

Tendo em vista que não posso deixar a data e a memória de Nogueira passar em branco aqui no blog - sendo que o tema deste é futebol e quem vos escreve é jornalista - , apresento-lhes dois posts de outros grandes jornalistas, ao meu ver, David Coimbra e Juca Kfuri.



Aprenda com um dos mestres de David Coimbra

Morreu Armando Nogueira, um dos estetas do texto do jornalismo brasileiro. Não do tal “jornalismo esportivo”, que isso não existe. O jornalismo não pode ser esquartejado como se fosse um boi de açougue: o coxão de dentro do jornalismo, a alcatra do jornalismo, o filé. Jornalista é jornalista em todas as áreas. Armando Nogueira era um desses espécimes. Comandou o Jornal Nacional, e o fazia da economia a variedades.
Mas, é verdade, gostava mais de esporte. Quando escrevia sobre esporte, se soltava. Escrevia como um passarinho. Para homenageá-lo vou fazer com que ele próprio se homenageie. Tenho cá uma Revista Senhor de 1960 em que Armando Nogueira escreveu um perfil daquele que se tornaria um de seus personagens favoritos: Pelé. Vou reproduzir o trecho inicial da matéria de Armando para que você beba um pouco de sua arte, para que você, estudante de jornalismo, candidato a beletrista ou escrevinhador de e-mails, aprenda com quem sabia fazer:
“Tem 20 anos, entende de fotografia, chuta com os dois pés, namora (escondido da imprensa) uma garota de Santos, tem voz de barítono, pele negra acetinada, é sonso na área, enquanto a bola não vem, ganha cerca de 300 mil cruzeiros por mês, gasta 30 e manda o resto para a família, em Bauru. Nasceu em Três Corações, Minas Gerais, e tem tais afinidades com o futebol que certamente nasceria bola, se não tivesse nascido gente”.



Mestre Armando de Juca Kfuri

Amanhã você lerá nos jornais quase todas as façanhas de Armando Nogueira.
Resumidamente, é claro, porque daria para fazer uma edição inteira só com elas.
Mas nunca mais você terá o privilégio de poder abrir um jornal e ler que “Ademir da Guia tem nome, sobrenome e futebol de craque”.
Ou que “Deus castiga quem o craque fustiga”.
Ou que ” Se Pelé não tivesse nascido gente teria nascido bola”.
Nunca mais.
Mestre Armando dizia também que “o bom jogador vê a jogada, o craque antevê”, e ele, como craque que era, antevia não só a jogada, como a notícia.
Se há apenas uma palavra da língua portuguesa para defini-lo esta é, sem dúvida, delicadeza.
Língua cultivada e cultuada por este apaixonado pelo Botafogo, pelo Acre e por voar de ultraleve, coisa para qual se dedicou até a semana anterior da descoberta, três anos atrás, da doença que o levou.
Uma excelência entrou no Paraíso.

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