Minha matéria no Unicom

Meu blog anda tão desatualizado que o Periquito já voou, o Grêmio já tem novo (?) técnico, diversos pitéis já invadem os times, minha matéria sobre o Altemir Hausmann já foi publicada no Unicom e eu já sou uma JORNALISTA FORMADA - é, me graduei no último sábado. Tantas coisas aconteceram... A única coisa que não mudou é o futebol do meu time. Tá difícil ser gremista. E com um Gre-Nal pela frente...


Mas o que eu realmente gostaria de falar é sobre a minha matéria sobre o 'nosso' bandeirinha. Lembra que divulguei o início da reportagem e fiquei de colocá-la completa aqui? Pois Uma história que começa pelo nome, que foi feita para uma disciplina pulou para outra e acabou sendo publicada nas páginas centrais do jornal laboratório da Unisc, o Unicom. Aos que interessar possa, segue o link para folhear online. Minha matéria tá nas páginas 14 e 15.




PS; Não faço ideia de que porque TODAS as imagens do blog estão com uma exclamação !!!

O Periquito quer voar

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Não há mal nenhum em um periquito querer voar. Muito pelo contrário. Tanto a ave, quanto o time que tem o animal como símbolo, o santa-cruzense Avenida. Ambos tem o direito de voar. É bem verdade que eu pouco - ou quase nada - acompanho o alviverde. Mas sabe quando a gente tem uma simpatia sei lá de onde pelo time? Talvez seja um pouco de "vamos defender os mais fracos" - já que o arquirrival, Santa Cruz, tem mais tradição e títulos.

Mas o que eu sei é que o Esporte Clube Avenida está na reta final da Segunda Gaúcha e, o melhor, com chances de subir pra elite do futebol rio-grandense. De acordo com o Blog da Dupla, a sublimação do Nida pode ocorrer amanhã, na penúltima rodada do quadrangular final (parênteses para destacar essa expressão: "quadrangular final"; tão elegante, né? Eu gosto) contra o Cerâmica. Pra isso, tem que vencer e torcer pelo empate do outro jogo do quadrangular final, entre Juventus e Brasil-FAR.

Torço para que o Periquito voe. Talvez eu até acompanhe o jogo amanhã, que acontece às 16h no Estádio dos Eucaliptos, ajudando os colegas do esporte do Gaz. Já me prontifiquei. É bom mesmo acompanhar outro time, porque o meu mesmo, tá meio complicado... Espero que o Gordinho Camargo (apelido carinhoso que eu dei pro Julinho Camargo) arrume a casa.


ps: que nenhum avenidense me leia, mas eu também tenho uma simpatia pelo Galo. Morei a vida inteira pertinho do Estádio dos Plátanos... E não me chamem de vira-casaca!

Vai o técnico. Ficará, eternamente, o ídolo

Grêmio de camarote

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Não é que o empate em 1 a 1 com o Vasco e o desperdício de gols por parte do Grêmio tenham ficado em segundo plano. Não é isso. Mas que a mordomia de assistir a um jogo de futebol do camarote é algo que merece destaque - ainda mais porque pude vivenciar isso pela primeira (e espero que não pela última) vez.

O banco estofado, em área coberta (que foi bastante útil, pois choveu bastante no domingo, dia 19 de junho), com serviço de garçom (lógico que eu pedi batata frita) e TV ao fundo, pra conferir os lances duvidosos, além da vista privilegiada, são itens, digamos assim, interessantes.

A barbada foi meu pai quem conseguiu. Ficamos no camarote da Topper, um dos 40 com 10 lugares do Olímpico. Fomos eu, minha irmã Carolina, meu pai e meu tio. Tirando o placar, foi bem divertido. Se o Olímpico fosse mais perto, eu virava sócia e ia em todos os jogos. O calor que emana da Geral do Grêmio é contagiante, não importa onde se esteja dentro do estádio.


Abaixo, alguns cliques que fiz do jogo:




Pitel Futebol Clube

Esta seção (criada neste exato momento) é bastante interessante do ponto de vista estético-feminino-futebolisticamente falando. Eu diria que as mulheres hão de gostar do Pitel Futebol Clube.

Para os que não tem conhecimento, pitel significa macho bonito, é uma gíria antiga que eu adorei resgatar. De acordo com o Google, a palavra vem de "petisco", ou seja, é uma gostosura.

Só gostaria de salientar que isso não tem nada de maria-chuteirismo. Digamos que seja apenas uma forma de embelezar o blog. E sem mais explicações, as fotos falam por si.

Começamos com uma pitelada em dobro. A nota divulgada pelo Grêmio hoje, seguida de foto dos irmão Pitel, digo, Fernandes.

O Grêmio contratou o atacante Jonatas Fernandes, 19 anos, irmão de Mário Fernandes. O jogador veio das categorias de base do Corinthians, direto para o Grêmio, e assinou por quatro anos com o Tricolor.

Jô, como é conhecido, tem 1,92m, gosta de atuar dentro da área e segundo ele, tem bastante velocidade e bom chute. O vice-presidente de futebol, Antônio Vicente Martins, brincou com o recém chegado ao Estádio Olímpico. “Hoje tu é conhecido como o irmão do Mário, amanhã, vão começar é chamar o Mário de irmão de Jô”, disse Vicente.



Jonatas e Mário Fernandes

Uma excelente resposta

Fiquei muito feliz ao abrir meu e-mail hoje e ver que um deles estava intitulado: Excelente. Isso porque o remetente era Altemir Hausmann. Mandei o link deste querido blog pra ele e foi disto que ele falou no e-mail que me enviou. Reproduzo o texto dele abaixo, de tão feliz que fiquei.

Pode ser bobagem - afinal, jornalista tem que fazer o seu trabalho bem feito e não precisa se importar com o feedback do case (tsc tsc) - mas eu gosto de saber o que as pessoas pensam do meu trabalho - e melhor ainda quando pensam bem. Os meus amigos Joel Haas e Gelson Pereira também leram na íntegra e elogiaram. Vindo dos bons jornalistas que são, fico mais contente ainda.

Com a palavra, o bandeirinha Altemir Hausmann: 


Minha vida como tu podes imaginar é muito corrida! Eu também pauto ela pela sinceridade. Às vezes pago caro por isso, mas de fato quem quiser ser meu amigo, não abro mão dessa premissa básica. Te confesso que, quando tu me ligou, fiquei um pouco receoso e busquei informações no teu blog, etc... Fiquei preocupado, por que você abrir sua vida assim, escancarada como estou fazendo pra ti, é muito perigoso.

Pois te dei esse voto de confiança e pela "reportagem" que vi no teu blog, confesso que não estou arrependido. Parabéns! Adorei a caricatura. Não sei se tu acreditas em coincidência. Ontem meu filho menor, 6 anos voltou da escola com um tema da internet. Era procurar
uma caricatura. Só achou do Palocci. E hoje abro meu e-mail e tem uma minha. Aliás parabéns ao caricaturista. Posso deixar ele mostrar na escola?

Outra pergunta e até curiosidade! Esse trabalho teu tu vai publicar, ou seja, tornar público?

Sobre o trabalho fora das quatro linhas do campo de futebol

À procura de uma pauta sobre jornalismo esportivo para a disciplina de Jornalismo Especializado, me vi curiosa e tentada a falar sobre o trabalho fora das quatro linhas do campo de futebol. Não falo dos gandulas, mas, sim, dos assistentes de arbitragem, vulgos bandeirinhas. Pra falar da profissão, nada melhor do que ilustrá-la com um exemplo regional. Na hora lembrei do Altemir Hausmann, estrelense convocado para representar o Brasil na última Copa do Mundo, na África.

Bingo! A entrevista com o próprio personagem rendeu e as secundárias também. Creio ter conseguido falar sobre a profissão e ao mesmo tempo contar uma bela história de vida. O resultado entreguei hoje à professora. No entanto, ainda tenho planos de publicá-lo na Revista Exceção ou no Jornal Unicom, caso, óbvio, "comprem" a minha reportagem.

Louca pra divulgar a minha matéria aqui, mas me segurando pra nao me auto-furar (se é que isso existe), vou colocar somente os dois primeiros parágrafos e a ilustração, feita pelo colegaPepe Fontanari, - que ficou brilhante, diga-se de passagem - e uma foto do Altemir ao lado de Roberto Braatz, também auxiliar de Simon no Mundial. Ah, o título vou deixar na curiosidade. Espero comentários!



Braatz e Hausmann em treinamento

Aos 41 anos, Altemir lembra bem de como chegou ao grau máximo da carreira que escolheu aos 19 anos: assistente de arbitragem. A escolha não foi aleatória. O futebol está no sangue da família Hausmann. O falecido pai foi goleiro do amador Oriental, time estrelense, e a mãe, torcedora fanática do Internacional. Foram eles que escolheram dar o pontapé inicial na história do caçula dando nome de craque ao filho. Naquele ano, mais precisamente em 1968, o lateral direito Altemir Marques da Cruz havia ajudado o Grêmio a conquistar o título de hepta campeão gaúcho, ou seja, sete títulos estaduais de maneira ininterrupta.

A vida não foi fácil para os Hausmann. Para ajudar a mãe, o quarteto composto por Crislaine, hoje com 49 anos, Loraine, (47), Eleno, (45) e Altemir tiveram que, desde os 13 anos, conciliar os estudos com o trabalho em uma fábrica de calçados. Um exemplo da dificuldade financeira está estampado nos sorrisos. Como não havia dinheiro para tudo, incluído no que não podiam gastar estava o cuidado dos dentes. Quando as cáries tomavam conta da boca, o único dentista que cabia no bolso da dona Alzi solucionava o problema de forma radical. “Graças a Deus tivemos dinheiro para implantar dentes novos e bonitos, porque o dentista arrancou os quatro dentes da frente de todos nós”, conta Eleno, que também recebeu nome de jogador de futebol, mas, devido aos mais de 2 metros de altura, acabou se tornando jogador de basquete e atualmente atua como professor de Educação Física, além de trabalhar como comentarista esportivo.




Bate-papo com feras do jornalismo esportivo

Não é fácil essa vida de estudante, formanda, repórter, namorada, amiga e monografista (eu que inventei essa palavra), tudo ao mesmo tempo. Mas estou me esforçando ao máximo pra conseguir conciliar tudo e, mais, fazer dar certo.

No meio disso tudo, o que mais me preocupa e, ao mesmo tempo, me empolga é a monografia. A fim de fazer o meu melhor - já que este não era um método essencial ao desenvolvimento do artigo, apenas complementar -, fui a Porto Alegre entrevistar o meu case, digamos assim.

À espera do David Coimbra, fui convidada pelo simpático do Diogo Oliver para sentar numa das cadeiras estofadas em couro da editoria de Esportes. De quebra, conversamos um pouco. Ele lembra da palestra que deu na Unisc, há dois anos, e falamos de jornalismo. Tri legal.

David Coimbra me recebeu pouco depois das 15 horas desta quarta-feira na ilha da editoria de Esportes da Zero Hora. Foi tri legal. Ainda bem que eu fui. Levei meu roteiro de perguntas - obedecendo ao método de entrevista semi-aberta -, mas a entrevista rolou naturalmente, nem precisava do papel. Vai preencher várias lacunas do meu trabalho, como qual o processo produtivo das reportagens durante a Copa de 2010, como ele diferencia reportagem e crônica, além da opinião dele quanto ao uso da literatura pelo jornalismo, claro.


Eu, metida como sou, avistei o Ruy Carlos Ostermann e sugeri uma rápida entrevista - eu já tinha gasto tempo e dinheiro pra ir até lá, por que não aproveitar, né? Bah, que bom que dexei a vergonha de lado. Não é a toa que chamam Ostermann de professor. Ele me deu um banho de conhecimento - mais uma vez, na primeira o foco só não era o esporte. Me falou, principalmente, da sua percepção quanto à evolução do jornalismo esportivo, e nele a linguagem, ao longo dos anos na ZH. Muito legal!


Visita ao esporte de ZH


Nessa linda segunda-feira - linda porque era 2 de maio, dia em que anualmente envelheço oficialmente, porque choveu pra dedéu - eu e mais 14 colegas da Unisc visitamos a Redação de Zero Hora para conhecer o funcionamento da editoria de Esportes de ZH e do clicEsportes. Foi muito legal. Pela manhã ainda conhecemos a assessoria de imprensa da Fiergs. Um dia e tanto.

Na ZH, fomos recebidos pelo editor do jornal, Sérgio Villar, e pela editora do clicEsportes, Daniella Peretti. Eles nos contaram um pouco sobre a rotina da editoria integrada que une online e offline há mais ou menos um ano na redação de ZH. Aproveitei pra colher informações pra minha mono, lógico.

Eu, meio sem querer querendo, sugeri uma conversa com o colunista Luiz Zini Pires, que estava em seu computador, a alguns passos de onde estávamos, no estúdio de telewebs dentro da redação. O Villar então chamou o Zini que, supersimpático e com toques bem realistas, falou sobre o processo de garimpagem diário atrás de informações para a coluna no jornal Bola Dividida e para o seu blog de mesmo nome também, sua relação com as fontes, já que ele é responsável por muitos "furos" diariamente. Perguntei como ele consegue fazer isso e ele basicamente disse: "Enchendo o saco de muita gente". Achei bem legal. Depois disso, ele foi tomar um chá e fazer mais uma série de ligações.

Eu ainda sugeri mais uma conversa. Perguntei como era essa coisa das mulheres na editoria de esportes. A Daniella disse que isso já não era mais algo "estranho", era comum. Aí ela convidou a Tatiana Lopes, setorista do Grêmio no clicEsportes que também atualiza o blog Clube da Bolinha, para conversar conosco e falar sobre a sua rotina de trabalho no Olímpico, com o acompanhamento de treinos e o dia a dia de trabalho em um clube de futebol. Sem querer dizer nada, eu queria o trabalho dessa guria.
Para finalizar nossa visita, eu fiz mais uma sugestão. "Vi o David Coimbra passando por ali, será que não podemos falar com ele?", disse eu para a Daniella. Ela, gentilmente, procurou por ele e o chamou. Ele se apresentou - como se precisasse - e se colocou a disposição para uma turma silenciosa a sua frente. Diante disso, eu disse: "Oi, sou eu a aluna de Santa Cruz que te ligou e quer fazer uma monografia sobre as tuas reportagens". Ele respondeu meio timidamente, se é que se pode falar isso dele, "Ah, legal. Vamos manter contato".

Concluindo, foi uma visita superlegal e deu pra aprender muito. Além, lógico, de ficar com as antenas atentas para tudo que possa ajudar com a minha mono - confesso, não consigo fazer nada sem relacionar com a dita cuja.

Rumos da monografia

Pessoal, desculpem-me a desatualização do Papo de Guria FC. É que eu fui buscar a bola que o Borges chutou nos pênaltis do último Gre-Nal, por isso a demora. Vocês devem entender do que eu tô falando, por isso não vou nem me alongar no assunto. Desagradável.

Queria lhes contar que os dois primeiros capítulos da minha monografia estão prontos. Me enrolei um pouco pra finalizá-los... Mas é isso que acontece quando temos uma diversidade de coisas pra resolver ao mesmo tempo.

Hoje começo oficialmente o terceiro capítulo. Vai ser o mais desafiador até o momento. Isso porque os ou dois primeiros, de certa forma, estavam postos, era só fazer o levantamento, tentar encaixar as coisas e dar um sentido pra tudo isso. Agora, terei que construir conhecimento mesmo. Explico. Minha intenção é descrever a editoria de esportes da Zero Hora desde a sua criação até os dias de hoje. E isso ninguém fez ainda - a menos que tenha sido feito e eu não achei; se alguém souber, por favor me avise.

Dessa forma, vou ter que conversar com quem sabe disso ou fez parte dessa história. E isso é legal mas é difícil. Vai exigir viagens até Porto Alegre, uma pesquisa no acervo história de ZH, troca de e-mails, etc. Mas estou com boas expectativas e empolgada com a nova etapa. o/

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